quinta-feira, 23 de junho de 2016

CARTEL DE OBRAS E MINISTÉRIO PÚBLICO*, de Luiz Alfredo Salomão e Antonio Carlos Barbosa


*Publicado originalmente no Jornal O Globo
NOTA: O mesmo jornal publica hoje - MP quer explicação sobre pagamentos indevidos em obra do Maracanã


Praça Mauá e Museu do Amanhã, Rio de Janeiro
Internet - Flickr



Ontem o Jornal O Globo publicou artigo de autoria de Luiz Alfredo Salomão - diretor da Escola de Políticas Públicas e Gestão Governamental - e Antonio Carlos Barbosa - engenheiro mecânico e economista. Segundo os autores, As diversas PPPs celebradas com as empreiteiras, que cartelizaram as grandes obras públicas na cidade, são uma ameaça perigosa.

Não obstante as declarações do Sr. Prefeito e as alardeadas parcerias público privadas – algumas apresentadas como realizadas sem um centavo de dinheiro público – o artigo discorre sobre o investimento feito em várias obras ‘Pra Olimpíada’ e afirma que O legado de dívidas que o atual prefeito vai deixar para seu sucessor é de tirar o sono.

Causa espanto a relação das empresas que compõem os consórcios responsáveis pelas obras, nomes que estão permanentemente na imprensa pelo menos há dois anos.

É tema para economistas e administradores financeiros, e de interesse da Cidade do Rio de Janeiro, que consideramos importante divulgar.

Boa leitura.
Urbe CaRioca




Cartel de obras e Ministério Público


Luiz Alfredo Salomão e Antonio Carlos Barbosa

 

O descalabro das finanças federais e a situação de calamidade financeira estadual não devem ser as únicas preocupações do contribuinte carioca. Apesar do discurso de que as contas da prefeitura do Rio são equilibradas, o déficit esperado para 2016 deve dobrar em relação ao de 2015. Há queda na arrecadação municipal, e a despesa de último ano de governo segue turbinada.


A maior preocupação para os cariocas, no entanto, deve ser com o futuro. O legado de dívidas que o atual prefeito vai deixar para seu sucessor é de tirar o sono. As diversas Parcerias-Público-Privadas (PPPs) celebradas com as empreiteiras, que cartelizaram as grandes obras públicas na cidade, são uma ameaça perigosa.


Consideremos apenas as obras do Porto Maravilha, do VLT, do Parque Olímpico, dos BRTs e das Escolas do Amanhã, que representam investimentos estimados em R$ 17 bilhões, para ter uma visão realista da situação.


No Porto, há dois consórcios, um que constrói (Porto Rio) e outro (Porto Novo) que vai operar os serviços. Ambos são controlados pelo Grupo Odebrecht, com 37,5%; OAS, com 37,5%; e Carioca, com 25% do total.


PARA LER NA ÍNTEGRA

 
Ponte estaiada na Barra da Tijuca em fase final de construção.
Foto: Urbe CaRioca, nov. 2015

O Estado do Rio de Janeiro está falido.
Ponte Estaiada na Barra da Tijuca. Foto: O Globo

O Estado do Rio de Janeiro está falido.
Ponte Estaiada na Ilha do Governador. De vez em quando passa um BRT. Sem previsão para Metrô.
Foto: O Globo
O Estado do Rio de Janeiro está falido.
Ponte Estaiada na Barra da Tijuca. Foto: Prefeitura
O Estado do Rio de Janeiro está falido.
O Maracanã foi reconstruído. Foto: Internet

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