quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O METRÔ QUE O RIO PRECISA – O QUE ESPERAR APÓS AS OLIMPÍADAS



O movimento O METRÔ QUE O RIO PRECISA defendeu a construção da Linha 4 original com trajeto pelos bairros de Laranjeiras, Botafogo, Humaitá, Jardim Botânico e Gávea, e, a partir desta estação em direção à Barra da Tijuca, ao invés da simples extensão da Linha 1, ou, a "falsa Linha 4" como divulgamos em diversas postagens neste blog.

A página do grupo na rede social Facebook publica análises sobre este modal tão importante e necessário para a Cidade do Rio de Janeiro e Região Metropolitana.

Reproduzimos a seguir texto divulgado no último dia 17/08, antevisão detalhada sobre o funcionamento do Metrô carioca na “Era pós-Olimpíadas”.

Boa leitura.

Urbe CaRioca



Metrô que o Rio Precisa

O METRÔ QUE O RIO PRECISA – O QUE ESPERAR APÓS AS OLIMPÍADAS

Para 2016 não esperamos muitas novidades significativas no Metrô do Rio. De fato, chegar à Barra - com atraso de seis meses em relação ao prazo inicial - será um marco histórico e uma pequena novidade momentânea. Mas, assim que passar o “oba-oba” da inauguração voltaremos à programação comum de paradas para aguardar o tráfego à frente, intervalos longos, com trens e estações lotados nos horários de pico.

Por falar em trens lotados...

Hoje o intervalo da Linha 1 é de aproximadamente 5 minutos, o que oferta uma capacidade em torno de 24 mil passageiros/hora-sentido: essa capacidade equivale à da Linha 2. Os trens que saem de Ipanema no pico da tarde costumam chegar a Botafogo abarrotados. Felizmente, ou não, muitos passageiros saltam nessa estação - que não foi preparada para baldeação - e esperam os trens da Linha 2. Porém, os trens da Linha 1 voltam a encher-se nas estações seguintes, enquanto os trens da Linha 2 saem lotados de Botafogo e ao chegarem ao Centro da cidade não conseguem absorver o número de passageiros que também aguardam.


Após a extensão da Linha 1 até o Jardim Oceânico, na Barra, os intervalos continuarão os mesmos, visto que o “congelamento” dos intervalos se deve ao fato de que a Linha 2 “entra” na Linha 1 pela rampa de acesso construída com a única função de permitir a saída dos trens para as oficinas. Devido aos mesmos longos de 5 ou 6 minutos entre a chegada dos trens, o Metrô não terá capacidade para absorver a quantidade de pessoas que virão das estações Barra, São Conrado, Leblon, e Ipanema, além de todos que entram nos vagões em Copacabana e Botafogo.

Com a extensão da Linha 2 até Ipanema o único trecho que terá aumento de capacidade será Botafogo-Ipanema: meros 3 Km. Assim, nas estações Cardeal Arcoverde, Siqueira Campos, Cantagalo e Ipanema, ao invés de um trem a cada 6 minutos, passará um a cada 3 min, sendo um para Pavuna (Terminal Linha 2) e outro para Uruguai (Terminal Linha 1). A atual baldeação caótica em Botafogo será transferida para Ipanema (Estação General Osório). Hoje a lotação da Linha 2 já está muito acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde-OMS. Uma vez estendida é de se esperar que os trens fiquem ainda mais lotados.

O problema da baldeação na Central não será resolvido, e só tende a piorar, pois a Supervia, bem ou mal, está aumentando a sua capacidade, enquanto o Metrô está estagnado desde 2009 quando a Ligação 1A congelou o tempo dos intervalos a 6 minutos nas pontas de linha.

Enquanto isso as estações Estácio e Carioca, projetadas para pontos de baldeação, estão vazias, sendo a Carioca/Plataforma 2 abandonada, assim como as obras na estação Gávea. Construir uma estação de baldeação é muito caro, elas costumam custar o dobro do preço das outras. No Rio as 3 estações de baldeação (Estácio, Carioca e Gávea) estão abandonadas, demonstrando incrível falta de respeito com o uso de dinheiro público!

Enquanto o governo não providenciar medidas necessárias para que as Linhas sejam independentes e em Rede, a Ligação 1A seja desfeita, e o trecho Estácio-Praça XV da Linha 2 concluído, o Metrô nunca terá o papel para o qual foi projetado: servir bem à cidade e à população.

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