quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

CASO DO CAMPO DE GOLFE CONTINUA A REPERCUTIR AQUI E NO EXTERIOR


Ocupa Golfe

O Movimento Ocupa Golfe mantem-se ativo desde o início de dezembro/2014. Tem chamado à atenção. O caso do campo de golfe de muitas faces, dito olímpico, continua a repercutir aqui e no exterior.

Depois de GOLFE ABERRAÇÃO – NOTÍCIAS INTERNACIONAIS, PELÉ E SILVIO TENDLER e GOLFE NA RESERVA AMBIENTAL – NOTÍCIAS MUNDO AFORA, e LUAU, no último dia 20 o site Golfe Channel publicou RIO MAYOR TO FACE INQUIRY OVER OLYMPIC COURSE MISCONDUCT.

Embora o assunto - se concretizado – não afete a construção (“Because the inquiry does not challenge the legality of golf course, it will not affect its construction.”) a reportagem dá visibilidade ao projeto que carrega inúmeros aspectosquestionáveis os quais ser resumidos em uma frase: foi decisão extremamente prejudicial para o Rio de Janeiro; ou em uma palavra: vergonhoso.


The golf course for the 2016 Olympics is being built in
this ecologically sensitive area, which is supposed to
be protected by law. (Photo by Elena Hodges)

No dia 23/02 a Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo - ‘PÚBLICA’ divulgou ótimo artigo de Anne Vigna, texto bem completo e esclarecedor com o título “O Sol nasce para todos, mas não com essa vista”, alusão a um dos motes da propaganda do empreendimento imobiliário viabilizado pela construção do Campo, aquele o objetivo embutido na autorização que mudou o traçado de ruas, altura dos edifícios, e destruiu parte significativa de uma reserva ambiental resguardada há meio século, em fase final de implantação.

Trechos da reportagem: “Identificada como jornalista, a repórter da Pública teve o acesso negado aos estandes da Cyrela. De fora, dava para ver as pessoas bebericando champagne enquanto assistiam à apresentação do empreendimento composto por 23 edifícios de luxo, cada um deles com 22 andares. Para fazer o campo de golfe – “no horizonte” do “Riserva Golf”-, a prefeitura do Rio de Janeiro reduziu a área de proteção ambiental do Parque de Marapendi, através da Lei Complementar Municipal 125/2013, e a cedeu à construtora. Sem realizar licenciamento ambiental”. (...) Parecia lógico, portanto, que em vez de construir outro campo fossem feitas as adaptações necessárias no Itanhangá, respeitando inclusive o compromisso do Comitê Olímpico Internacional (COI) de buscar soluções econômicas e ecológicas para organizar o evento. Mas o Itanhangá Golf Club sequer foi procurado pelo Comitê Olímpico Internacional como revelou seu presidente, Alberto Fajerman, em uma carta à prefeitura do Rio, agora publicamente conhecida. 

Para conhecer na íntegra este é o link.

Boa leitura*.

Urbe CaRioca


Área retirada do Parque Municipal Ecológico Marapendi, reserva ambiental integrante da Área de Proteção Ambiental Marapendi, para a construção de um Campo de Golfe: aproximadamente 450.000,00 m², ou, 45 ha. Obs. Nessa medida está incluída a parte de 58.000,00 m² doada ao antigo Estado da Guanabara, portanto área já tornada pública e pertencente ao Parque. o restante seria obrigação do empreendedor dos condomínios Riserva também passar para a Prefeitura como parte do processo de licenciamento para construir, obrigação esta que, junto com a de construir a Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso, foi dispensada em mais uma benesse urbanística prejudicial à cidade com a qual proprietários do terreno e construtores foram agraciados, entre outros favores.

*NOTA: Repetimos links para os também excelentes artigos de Elena Hodges publicados no site Rio on Watch em 2014, reproduzidos neste blog e recordistas de visualizações:



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