terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Artigo: DESPERDÍCIO PARA O MEIO AMBIENTE*, de Emanuel Alencar




O artigo do jornalista e responsável pelo Blog Verde, Emanuel Alencar, foi publicado originalmente no jornal O Globo em 26/01/2015. Traça um quadro sobre os Jogos Olímpicos que serão realizados na Urbe CaRioca em 2016, com foco em promessas não cumpridas e oportunidades perdidas.

Em diversos textos e análises neste blog apontamos outros aspectos, em especial quanto aos prejuízos causados à Cidade, consequência de ações apresentadas à população como benesses para o Rio de Janeiro e “legados das olimpíadas”.

São exemplos: perda do Autódromo; demolição do Velódromo construído com dinheiro público; Zona Portuária sem habitação; transferência das vilas de mídia e de árbitros para conjunto Minha Casa Minha Vida em Jacarepaguá (que resultou na paralisação de obra de edifícios residenciais na ZP); especulação imobiliária exacerbada na Barra da Tijuca, Recreio, Jacarepaguá e região das Vargens; perda de áreas públicas; desmatamentos em geral - em Deodoro, na Barra da Tijuca com a eliminação de parte do Parque Municipal Ecológico de MARAPENDI para a construção do campo de golfe já tratado como uma aberração; o corte de árvores no Parque do Flamengo / Marina da Glória; os cortes de árvores para o BRT Transoeste e para o BRT Transcarioca – a opção pela Transcarioca no lugar da Linha 6 do Metrô; a opção pela Falsa Linha 4 do Metrô (prolongamento da Linha 1); os cortes de árvores em Ipanema e Leblon decorrentes do trajeto inadequado escolhido para o Metrô; o festival de pontes estaiadas, etc. etc., fora o que deveria ser feito e não o foi, como, a falta de melhorias nos transportes sobre trilhos e a despoluição de rios, lagoas e da Baía de Guanabara.

Pena. Um desperdício para o meio ambiente e muito mais além.

Boa leitura.

Urbe CaRioca

Rio, 50 graus
Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras - Marina da Glória, Parque do Flamengo. 
Foto: Valéria H. Goldfeld, 
09/01/2015




Emanuel Alencar
O Globo, 26/01/2015

A menos de 600 dias das Olimpíadas, sensação de oportunidade perdida se soma a frustrações em tempos de seca, inflação e ameaça de desemprego



Há pouco mais de cinco anos, a Cidade Maravilhosa dava um chega pra lá em Madri, Chicago e Tóquio e era anunciada a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A explosão de alegria da delegação brasileira no anúncio do Comitê Olímpico Internacional (COI), em Copenhagen, catapultou a autoestima dos cariocas. As Olimpíadas abriam espaço para investimentos sem precedentes em saneamento e meio ambiente. Em reuniões entusiasmadas eram formulados planos ambiciosos. O céu parecia o limite. E tome números estratosféricos e doses cavalares de otimismo.


Em outubro de 2009, a Secretaria Estadual do Ambiente, então comandada por Carlos Minc, anunciou a meta de plantio de 24 milhões de mudas de árvores até a aterrissagem das delegações. Havia tempo de sobra para o esforço coletivo, que incluía obrigações ambientais do Complexo Petroquímico de Itaboraí, da Petrobras.


(...)

PARA LER NA ÍNTEGRA

*Publicado originalmente no jornal O Globo

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